Templos dourados e o vapor das barracas de comida de rua, o rugido da plateia num combate de Muay Thai, as enseadas cristalinas do mar de Andamã: a Tailândia tem um registro que os rótulos de “barata e charmosa” não conseguem descrever. Na Travelers Route percorremos este país três vezes —Phuket em setembro de 2019, Bangcoc em novembro de 2022 e Bangcoc com Ayutthaya em abril de 2025— e este guia se aprofunda no país a partir dessas viagens. Todos os preços e requisitos de entrada foram conferidos novamente em 2026.
Se você prefere começar pelo que ver, Tailândia: 9 lugares para ver organiza os clássicos na ordem em que se percorrem, com preços e tempos.
Quantos dias: escolha pelo seu estilo de viagem
- 3–4 dias — foco em Bangcoc: a rota clássica — os três grandes templos e uma noite de Muay Thai com um bate-volta a Ayutthaya no meio
- Cerca de 5 dias — pé na areia: instale-se em Phuket e faça um bate-volta às ilhas Phi Phi
- 7 dias ou mais — cidade e praia: três noites em Bangcoc e depois um voo doméstico de uma hora e meia até Phuket. Todo o registro da Tailândia em uma só viagem
Preparativos indispensáveis antes de partir
Boa notícia para o passaporte brasileiro: a entrada na Tailândia é isenta de visto por até 90 dias, graças a um acordo bilateral. Enquanto a isenção geral caiu para 30 dias, o Brasil é um dos poucos países que manteve os 90 — só isso já resolve viagens longas ou combinadas com outros países da Ásia. Antes de embarcar, porém, há três providências que você não pode pular:
- TDAC (Thailand Digital Arrival Card) — obrigatória para todos os estrangeiros. O cadastro é gratuito e abre 72 horas antes da chegada; no controle de imigração você mostra o QR code gerado. O único site oficial é tdac.immigration.go.th: cuidado com os muitos sites falsos que cobram taxa.
- Vacina de febre amarela — como você parte do Brasil (área de risco), a Tailândia pode exigir o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP). Tome a dose com pelo menos 10 dias de antecedência e leve o comprovante.
- Passaporte com validade mínima de 6 meses e adaptador de tomada — a Tailândia usa tomadas tipo A/B/C, e o padrão brasileiro (tipo N) não encaixa, então leve um adaptador universal.
Fora isso, leve dinheiro em espécie (templos e barracas de rua funcionam com dinheiro na mão) e uma roupa que cubra ombros e joelhos para visitar os templos, e pronto. As regras de entrada mudam com frequência, então confirme os detalhes na fonte oficial antes de viajar (dados de julho de 2026).
Aprofunde por temas
- História — os três grandes templos de Bangcoc (Grande Palácio 500 THB, Wat Pho 300 THB, Wat Arun 200 THB) e as ruínas de Ayutthaya (Patrimônio Mundial, 80 THB por recinto)
- Gastronomia — o famoso khao man gai “rosa” de Pratunam, o pad thai, o curry massaman e o beliscar pelos mercados noturnos
- Experiência — Muay Thai no estádio Rajadamnern (a partir de 1.000 THB). Do solene ritual pré-combate ao rugido da plateia, o ponto alto da noite
- Paisagens e praias — a paisagem cárstica marinha das ilhas Phi Phi e a praia de Patong
Melhor época e orçamento
A melhor época são os meses secos, de novembro a abril (o pico de praia vai de dezembro a fevereiro). Abril é o mês mais quente do ano, e de 13 a 15 de abril acontece o Songkran, o Ano-Novo tailandês e sua batalha de água pelo país inteiro; procurar a festa ou fugir dela muda completamente o caráter da viagem. Setembro e outubro são o auge das chuvas: a costa oeste de Phuket acumula mais dias sem banho de mar, mas o preço dos quartos cai quase pela metade. A maior fatia do orçamento fica na passagem de longo curso saindo do Brasil (GRU–Bangcoc é sempre com conexão, cerca de 28 a 32h de viagem; não há voo direto). Já no destino, a Tailândia é barata: uma refeição numa barraca de rua vai de algumas dezenas a uma centena de bahts, o ingresso de um templo custa algumas centenas, e as entradas de Muay Thai ou os passeios de barco às ilhas, alguns milhares — essa margem para viajar em conta ou gastar em experiências é o grande trunfo da Tailândia.
Continue pela Ásia
Bangcoc é um dos grandes aeroportos de conexão da Ásia. Ho Chi Minh fica a uma hora e meia, o que faz de Bangcoc um ponto de partida natural para um circuito pelo Sudeste Asiático. Nossa cobertura da Ásia mal começou, com Tailândia e Vietnã; assim como nossos guias europeus (Portugal, Espanha, Grécia, Itália e mais), ela vai crescer cidade a cidade, na ordem em que realmente viajamos.
Retratos da Tailândia
Fotos feitas no local pela nossa equipe editorial.



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Sobre a Travelers Route
A Travelers Route é uma publicação de viagens que acompanha você desde a escolha do destino até dar forma à própria viagem. Nossa cobertura da Tailândia se apoia em três viagens de pesquisa próprias —as experiências e como as coisas funcionam no local— e em dados (preços, requisitos de entrada) verificados novamente em 2026. Veja Quem somos e nossas diretrizes editoriais para saber como trabalhamos.