De uma cidade com um dos maiores skylines noturnos de porto do mundo, um ferry de uma hora leva você a ruas Patrimônio Mundial de alma portuguesa — e, para o viajante brasileiro, tudo ali soa familiar: placas em português, a Santa Casa da Misericórdia (o mesmo nome das que existem no Brasil) e pastéis de nata nas padarias — e também a resorts colossais. Hong Kong e Macau são aquela dupla incomum que permite provar duas civilizações urbanas numa mesma viagem. Na Travelers Route passamos em campo dois dias em Hong Kong mais Macau em novembro de 2023 — da rota noturna que se faz de uma só vez ao dim sum e às rodadas de macarrão wonton, passando pela calçada portuguesa do Largo do Senado — e este guia aprofunda as duas cidades a partir dessa experiência. Todos os preços e requisitos de entrada foram reconferidos com base em 2026.
Se você prefere começar pelo que ver, Hong Kong e Macau: 10 lugares para ver organiza os clássicos na ordem em que se percorrem, com preços e tempos.
Quantos dias: escolha pelo seu estilo de viagem
- 2 dias — Hong Kong essencial: a rota noturna que se faz de uma só vez: Star Ferry → A Symphony of Lights → Peak Tram e uma rodada de dim sum e cha chaan teng
- 3 dias — o clássico circuito de duas cidades: dois dias em Hong Kong mais um bate-volta a Macau. Foi o modelo que seguimos
- 4 dias — uma noite em Macau para viver o Cotai à noite: curta as gôndolas do Venetian e as iluminações. Nos dias de semana, as diárias dos hotéis-resort podem ser surpreendentemente camaradas
Preparativos essenciais antes de embarcar
As estadias turísticas curtas dispensam visto para brasileiros tanto em Hong Kong quanto em Macau. Hong Kong concede isenção de 90 dias; para Macau as fontes divergem (30 ou 90 dias), então assuma 30 dias e verifique na fonte oficial (CPSP/gov.mo) antes de viajar — leve o passaporte com folga de validade. Quatro pontos importam: 1) cruzar entre Hong Kong e Macau passa por controles de imigração, então ande sempre com o passaporte (ferry de cerca de 1 hora, 160–200 HK$ de referência, ou o ônibus da ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau por 65 HK$). 2) Concentre seu dinheiro em dólares de Hong Kong (aceitos quase ao par em Macau). 3) Assim que chegar, garanta um cartão Octopus: um único cartão serve para o MTR, ônibus, ferries e até lojas de conveniência (dados de julho de 2026). 4) As tomadas mudam de um lado para o outro: Hong Kong usa o padrão britânico (tipo G, três pinos chatos) e Macau, os tipos D e M. Como o Brasil usa o tipo N, leve um adaptador universal — ele resolve as duas cidades (a tensão é 220 V nos dois lados).
Explore por temas
- Vistas noturnas — a rota dourada do Star Ferry (a partir de 5 HK$), o A Symphony of Lights (toda noite às 20:00, gratuito) e o Peak Tram (116 HK$ ida e volta)
- Gastronomia — macarrão wonton, dim sum, cha chaan teng e a vila de frutos do mar de Lei Yue Mun. A faixa do chá da tarde, das 14:30 às 18:30, é o melhor custo-benefício do dia
- Patrimônio Mundial — o Centro Histórico de Macau (inscrito em 2005; 22 edifícios e 8 largos). Dá para percorrer a pé a partir do Largo do Senado, e quase tudo é gratuito
- Noites de resort — o Venetian no Cotai (passeios de gôndola a partir de 158 MOP) e a Torre Eiffel do Parisian, ligados por ônibus shuttle gratuitos
Melhor época e orçamento
A melhor época vai de outubro a dezembro: muita chance de céu limpo, umidade em queda e condições confortáveis tanto para as vistas noturnas quanto para as rodadas gastronômicas (no fim de novembro andávamos bem com camiseta e uma jaqueta leve). O verão é abafado e coincide com a temporada de tufões, então é mais prudente evitá-lo. Sobre o orçamento: como não há voo direto do Brasil, a passagem de longo curso é o maior item da conta (conte com pelo menos uma conexão e 28–32h de porta a porta, no valor de milhares de reais). Já no destino, se você comer sobretudo em casas locais, a comida é surpreendentemente barata (macarrão wonton 46 HK$, dim sum a partir de 30 HK$ o prato), enquanto os hotéis ficam na faixa cara da Ásia. Um hotel simples e o orçamento voltado para comida e vistas noturnas: essa é a divisão certa para Hong Kong e Macau.
Seguindo pela Ásia: nossa cobertura cresce a partir daqui
Como não há voo direto do Brasil, chegar a Hong Kong custa 28–32h de porta a porta com pelo menos uma conexão — mais um motivo para emendar a viagem com o resto do continente. Hong Kong é um dos aeroportos de conexão mais movimentados da Ásia — cerca de 3 horas até Bangkok e 2 até Manila —, então funciona bem como ponto de partida para um circuito pelo Sudeste Asiático. Dentro da mesma esfera cultural chinesa cobrimos também o Festival de Gelo de Harbin; e, assim como acontece com Tailândia, Estados Unidos e Islândia, a cobertura cresce cidade a cidade, na ordem em que realmente viajamos.
Imagens de Hong Kong e Macau
Fotografias feitas em campo pela nossa equipe editorial.



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Hong Kong e Macau: 10 lugares para ver — vistas noturnas e Património
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Sobre a Travelers Route
A Travelers Route é uma publicação de viagens que acompanha você da escolha do destino até dar forma à própria viagem. Nossa cobertura de Hong Kong e Macau se apoia na nossa própria reportagem de novembro de 2023 — as experiências e as fotografias — e em dados (preços, requisitos de entrada) verificados novamente com base em 2026. Conheça o Quem somos e as nossas diretrizes editoriais para saber como trabalhamos.