Country Guide

Dinamarca: guia de viagem

Casas coloridas ao longo do canal, uma torre do século XVII que se sobe por uma rampa em espiral, uma fortaleza em forma de estrela que se tinge de vermelho e dourado no outono e o parque de diversões ajardinado de 1843 que o mundo inteiro acabou imitando: a Dinamarca é um país onde dá para sentir o hygge (aquele bem-estar aconchegante) em uma cidade inteira. A Travelers Route se hospedou em Copenhague em outubro de 2025, usando-a como base para uma viagem de ida e volta à Islândia, e percorreu a cidade com suas cores de outono. Este guia aprofunda a Dinamarca a partir desse relato, com todos os preços e regras revisados em 2026.

Se você prefere começar pelo que ver, Dinamarca: 8 lugares para ver organiza os clássicos na ordem em que se percorrem, com preços e tempos.

Se a segurança preocupa, comece por A Dinamarca é segura? A imagem, e os casos por trás dela: o aviso oficial, onde os casos realmente acontecem e o que fazer a respeito.

Quantos dias? Escolha o seu estilo de viagem

Preparativos essenciais antes de embarcar

A Dinamarca faz parte do espaço Schengen: com passaporte brasileiro você entra para turismo sem visto, por até 90 dias dentro de cada período de 180. Mas atenção a dois pontos que valem para o passaporte brasileiro: o ETIAS vai se aplicar a brasileiros (uma autorização eletrônica de viagem, ainda não obrigatória — a previsão foi adiada para cerca de 2027, deve custar ≈€20 e valer 3 anos) e, como você não conta com o cartão europeu de saúde, um seguro viagem com cobertura médica mínima de €30.000 é exigido na prática e pode ser cobrado na fronteira. O passaporte deve ter validade de pelo menos 3 meses além da data prevista de saída. Como as datas do ETIAS ainda podem mudar, verifique sempre na fonte oficial antes de viajar. Lembre também que a Dinamarca usa a coroa dinamarquesa (DKK), não o euro, embora o país seja tão voltado aos pagamentos sem dinheiro em espécie que você quase não vai sentir falta de levar cédulas. A tomada é do tipo C/K (a mesma da Europa continental), então leve um adaptador — no Brasil usamos o padrão N. Se você planeja uma estadia intensa, a Copenhagen Card é muito útil: transporte público ilimitado mais a entrada nos principais pontos, incluindo o Tívoli e o Castelo de Rosenborg. A Torre Redonda (40 DKK) também está incluída. E como o Tívoli não abre o ano todo, confira sempre o calendário oficial de abertura antes de montar o seu roteiro (dados de julho de 2026).

Aprofunde por tema

Melhor época e orçamento estimado

A melhor temporada vai de maio a setembro, com dias longos que chegam perto das noites brancas, mas as cores de outono de outubro que vimos, coincidindo com o Halloween do Tívoli, tiveram um encanto especial. Os preços são altos, bem no estilo nórdico (uma refeição em restaurante 150-250 DKK, hotéis no centro a partir de umas 1.000 DKK por noite), mas a vantagem é que a cidade é compacta: dá para percorrê-la a pé e de bicicleta, o que reduz o gasto com transporte. Com a Copenhagen Card, quanto mais você aproveita, mais ela se paga. Saindo do Brasil, some a passagem de longo curso: não há voo direto para Copenhague, então o trajeto GRU–Copenhague é sempre com conexão (na Europa ou no Oriente Médio) e leva de 15 a 18 horas no total, o que costuma ser a maior fatia do orçamento — algo a partir de uns R$ 5.000 ida e volta em classe econômica, variando bastante com a época. Os dias de inverno são curtos e frios, mas em troca trazem os mercados de Natal e as iluminações do Tívoli, prazeres que pertencem só à estação escura.

Rumo aos países nórdicos e à Europa: nossa cobertura cresce a partir daqui

Nossa estadia na Dinamarca foi a base de ida e volta da nossa viagem à Islândia. Copenhague é um excelente centro de conexões rumo aos países nórdicos e a outras cidades da Europa — e, para quem vem do Brasil e quase sempre chega de conexão, organizar uma ou duas noites em torno de uma escala é uma forma realista de aproveitá-la. Assim como fizemos com Portugal e os Países Baixos, ampliamos nossa cobertura a partir das cidades que percorremos de verdade. A Suécia (Malmö fica logo do outro lado do estreito) e a Noruega chegarão quando as tivermos visitado de novo.

Cenas da Dinamarca

Fotografias feitas no local pela nossa equipe editorial.

Artigos sobre a Dinamarca

Sobre a Travelers Route

A Travelers Route é uma publicação de viagens que acompanha você desde a escolha do destino até dar forma à própria viagem. Nossa cobertura da Dinamarca se baseia na nossa própria viagem de outubro de 2025 (experiências e fotos), com os dados — preços de ingressos, temporadas de abertura — revisados em 2026. Veja Quem somos e nossas diretrizes editoriais para saber como trabalhamos.