Campos de lava fumegantes, geleiras que se desprendem, praias de areia preta e a aurora desenhando espirais no céu noturno: a Islândia é um daqueles lugares onde a palavra “paisagem” fica pequena; uma ilha para viver o próprio planeta. A Travelers Route percorreu a ilha de carro durante cinco dias entre outubro e novembro de 2025 (Lagoa Azul → Círculo Dourado → o interior de um vulcão → a costa sul → uma caminhada sobre uma geleira e uma caverna de gelo, coroada por uma aurora do tipo corona). Este guia mergulha na Islândia a partir daquela viagem, com cada preço e cada norma verificados novamente em 2026.
Se você prefere começar pelo que ver, Islândia: 12 lugares para ver organiza os clássicos na ordem em que se percorrem, com preços e tempos.
Quantos dias? Escolha de acordo com o seu estilo de viagem
- 4 dias — os clássicos imperdíveis: a Lagoa Azul + o Círculo Dourado + a costa sul (praia de areia preta e lagoa glacial), condensados. O plano mínimo para uma primeira visita
- 5 dias — o roteiro que percorremos de verdade: cinco dias que descem ao interior de um vulcão, caminham sobre uma geleira e entram numa caverna de gelo. O “viver o planeta” completo
- 7 dias — mais chances de ver a aurora: acrescente dias de folga ao roteiro anterior e dedique as noites a esperar as luzes. Com uma única noite de céu limpo, já valeu
Preparativos indispensáveis antes de partir
A Islândia faz parte do espaço Schengen. Com o passaporte brasileiro você entra sem visto para turismo (até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias), mas duas coisas mudam em relação a quem viaja com passaporte europeu: o ETIAS, a futura autorização eletrônica de viagem, vai se aplicar aos brasileiros (ainda não é obrigatório — a previsão gira em torno de 2027 e o custo estimado é de cerca de €20; confirme na fonte oficial antes de viajar), e o seguro viagem com cobertura mínima de €30.000 é, na prática, exigido, já que o brasileiro não conta com o cartão europeu de saúde. O país é praticamente sem dinheiro em espécie; um único cartão de crédito basta. Leve também um adaptador de tomada tipo C/F — a Islândia não usa o padrão brasileiro. O que de fato determina a viagem são os aplicativos e a roupa: antes de sair, instale no celular vedur.is (tempo e auroras), road.is (condições das estradas) e Parka (pagamento do estacionamento). Mesmo em pleno verão, camadas corta-vento e impermeáveis são indispensáveis; no inverno, vista-se como para uma pista de esqui e acrescente grampos (crampons) para o calçado (dados de julho de 2026).
Aprofunde por temas
- Os clássicos imperdíveis — o Círculo Dourado (Gullfoss, os gêiseres, o vale do rift) e a costa sul (a praia de areia preta de Reynisfjara, a lagoa glacial de Jökulsárlón)
- Viver o planeta — descer a uma câmara de magma no Inside the Volcano (mai–out), caminhadas sobre geleiras e cavernas de gelo (nov–mar)
- Depois do anoitecer — o nosso guia de auroras boreais (um KP de 2–4 já basta; a verdadeira batalha é contra as nuvens; 2024–2028 é um ótimo momento de máximo solar)
- Águas termais — a Lagoa Azul (só com reserva, preços dinâmicos), além de piscinas geotermais em um vilarejo após o outro. Um banho ao ar livre enquanto a neve cai é um privilégio do inverno
Melhor época para ir e orçamento aproximado
A paisagem vale a pena o ano todo; a temporada de auroras vai de meados de setembro ao início de abril. O verão (jun–ago) traz o sol da meia-noite e os dias de atividade mais longos, enquanto o inverno acrescenta cavernas de gelo e auroras em troca do risco meteorológico. Os melhores momentos são set–out e mar–abr, quando os dois se sobrepõem: na nossa viagem de fim de outubro visitamos os lugares com oito horas de luz e caçamos uma aurora do tipo corona à noite. Os preços estão entre os mais altos da Europa (como referência, uma refeição em restaurante fica entre €25 e €40 e uma diária de hospedagem, entre €130 e €250), embora cozinhar por conta própria com compras de supermercado e ficar em casas de hóspedes reduza bastante o gasto. Some a isso a passagem de longo curso a partir do Brasil, que pesa no orçamento em reais — vale reservar com antecedência. Para se locomover, o carro alugado é a única opção realista (confira o road.is toda manhã nas estradas de inverno). Se preferir não dirigir, faça de Reykjavík a sua base e emende passeios bate-volta.
Pelos países nórdicos — até onde a cobertura se estende
A porta de entrada internacional da Islândia é Keflavík (KEF). A partir do Brasil não há voos diretos: o trajeto GRU–Reykjavík se faz com conexão em algum hub europeu e leva, no total, cerca de 16 a 19 horas conforme a escala. A nossa escolha foi Copenhague — duas noites na ida e uma na volta —, unindo numa mesma viagem a capital do hygge e a ilha vulcânica. Assim como na nossa cobertura europeia (Portugal, Espanha, Itália e mais) e no nosso guia dos Estados Unidos, a cobertura da Islândia vai crescer a partir dos lugares que percorremos de verdade.
Cenas da Islândia
Fotografias feitas no local pela nossa equipe editorial.



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Islândia: 12 lugares para ver — cachoeiras, geleiras e geotermia, na ordem
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Islândia em 5 dias — Círculo Dourado, costa sul e cavernas de gelo
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Sobre a Travelers Route
A Travelers Route é uma publicação de viagens que acompanha você desde a escolha do destino até dar forma à própria viagem. Os nossos artigos sobre a Islândia se apoiam na nossa própria viagem de outubro–novembro de 2025 (as experiências e as fotografias) e em dados — preços e normas — verificados novamente em 2026. Veja Quem somos e as nossas diretrizes editoriais para saber como trabalhamos.