Da Dinamarca se fala quase sempre a partir da imagem de um país europeu relativamente seguro. ⚠O Ministério das Relações Exteriores do Japão não tem no momento nenhum aviso de segurança em vigor para a Dinamarca, nem sequer o do nível mais baixo. Mas esse mesmo material afirma expressamente que roubos, furtos e golpes ocorrem em grande número, e ⚠registra em concreto que viajantes de aparência asiática são alvo preferencial porque se supõe que carreguem muito dinheiro em espécie.
⚠A fonte oficial usada aqui são os «dados básicos de segurança» do Ministério das Relações Exteriores do Japão: uma avaliação escrita para cidadãos japoneses e construída sobre casos ocorridos com japoneses. Para as recomendações de segurança que valem para você, consulte o Portal Consular do Itamaraty, mas os lugares e os métodos são os mesmos, não dependem do passaporte. Este artigo transforma isso em lugar, método e defesa, coisas que você pode colocar num plano de viagem (em julho de 2026). ⚠Disso tudo não se segue que «como é um país seguro, posso deixar a carteira por aí»: esse é justamente o ponto deste texto.

O nível de aviso: não há nenhum, mas os números não são pequenos
O ministério japonês trabalha com quatro níveis, do 1 «redobrar a atenção» ao 4 «deixar o país», e ⚠para a Dinamarca não vale nenhum.
Olhando os números, porém, em 2024 foram registrados na Dinamarca 339.464 crimes, cerca de 2,5 % a menos que em 2023. Em queda, mas não é um número pequeno: «não a ponto de cancelar a viagem, mas também não um nível em que se possa relaxar» é a leitura honesta desse dado oficial.
Onde acontece: exatamente na rota do visitante
⚠São citados o aeroporto, a estação central, os hotéis, os restaurantes e os monumentos de Copenhague, ou seja, os lugares por onde todo mundo passa. Três monumentos aparecem nomeados expressamente.
- Nyhavn, as casas coloridas à beira do canal. Onde se tira foto, a atenção está na câmera
- Palácio de Amalienborg: as horas da troca da guarda, ao meio-dia, quando a gente se junta, pedem cuidado especial
- Os arredores da Pequena Sereia: parada fotográfica padrão e, estruturalmente, um lugar em que as pessoas param juntas
Os três são o núcleo da rota do porto no nosso Guia de Copenhague, e «não ir» não é realmente uma opção. Por isso a contramedida realista é: partir do princípio de que você vai e mudar só o jeito de levar as suas coisas ali.
Casos reais: as formas da «ajuda» e da «distração»
Os casos que o material enumera têm formas muito marcadas. Uma vez lidos, você reconhece um em andamento.
Aeroporto e transporte: cuidado com quem ajuda
- «Deixa que eu ajudo com a bagagem»: ao subir no trem do aeroporto, um desconhecido ajudou e um volume sumiu. No trem, um passageiro ajudou a colocar a mala no bagageiro e, quando desceu, a bolsa tinha desaparecido: a ajuda é o método
- «Espalhar moedas»: um homem simpático no trem jogou moedas no chão e, enquanto as recolhiam, a bolsa sumiu do bagageiro
- «Cercado por vários»: esperando na plataforma do metrô, cercado por vários homens, e quando se deu conta a carteira já não estava
- «Você tem algo na roupa»: te param dizendo que há tinta ou ketchup na sua roupa e, enquanto a atenção vai para a mancha, a bolsa voa
- O zíper das costas: indo do terminal ao estacionamento com a bolsa nas costas, o zíper estava aberto e o passaporte roubado / bagagem no carrinho subtraída enquanto se trocava dinheiro
Hotéis e restaurantes: até o cofre do quarto
- A sala do café da manhã: a bolsa deixada na cadeira já não estava quando se voltou com a comida
- ⚠O cofre do quarto: roubaram passaporte e dinheiro do cofre do quarto enquanto se estava fora jantando: «está no cofre, logo é seguro» nem sempre vale
- No check-in e no check-out: a bagagem deixada no balcão ou no chão é o alvo
- Dois ou três segundos: num balcão, com a bolsa ao lado, um grito alto vindo de fora desviou o olhar por dois ou três segundos: a bolsa já não estava. Trate o grito como parte do método
- O encosto da cadeira: uma bolsa pendurada no encosto num restaurante foi roubada
Passeando: o momento em que você se concentra na foto
- Tirando fotos com o celular num monumento, nessa brecha roubaram da bolsa os objetos de valor junto com o passaporte
- Passeando perto do embarcadouro dos barcos de passeio, quando se deu conta a carteira já não estava
- Comprando numa rua movimentada ou num monumento, roubaram um estojo (com o passaporte) da bolsa de mão
Áreas a evitar e incidentes com armas de fogo
À parte dos furtos, também se relatam ⚠incidentes com armas de fogo. A maioria não se sobrepõe à rota do visitante, mas convém saber.
- ⚠Nørrebro e Christiania: ali houve tiros e ataques com faca atribuídos a confrontos entre gangues
- ⚠Tráfico ilegal de drogas: em Copenhague há lugares — clubes e ruas — onde se vende cannabis e outras substâncias, e traficantes armados já atiraram em operações policiais. Não vá nem que te convidem
- Incidentes graves do passado: o atentado com explosivos contra o prédio da administração tributária em agosto de 2019 e um tiroteio num shopping da periferia de Copenhague em julho de 2022
Quatro defesas: desmontar o reflexo do «país seguro»
- Ter a coragem de recusar ajuda: a pessoa que se oferece para carregar sua bagagem é a forma que mais se repete na lista de casos deste país. Encerre com um «obrigado, eu consigo».
- Nada de valor nas suas costas: o zíper de uma mochila nas costas é invisível para você. No meio da multidão, passe-a para a frente
- Planejar para que não exista o momento sem vigilância: bufê do café da manhã, tirar fotos, check-in: todas as perdas acontecem nos segundos em que a bagagem e a pessoa estavam separadas. Leve os objetos de valor no corpo e não pendure a bolsa no encosto
- ⚠Não levar dinheiro em espécie: a Dinamarca é na cidade praticamente cem por cento sem dinheiro vivo, e o metrô, os ônibus e os ônibus aquáticos aceitam pagamento por aproximação ou o aplicativo (DOT Tickets). Como praticamente não há ocasião que exija espécie, você mesmo pode desmontar a suposição de que carrega muito, e é exatamente essa suposição que, segundo o material, torna alvo os viajantes de aparência asiática
Perguntas frequentes
A Dinamarca é segura?
Não há nenhum aviso em vigor, então oficialmente a resposta é sim. ⚠Mas esse mesmo material diz de si próprio que «embora o país passe por relativamente seguro, roubos, furtos e golpes ocorrem em grande número»: uma constatação expressa de que a imagem e a realidade não coincidem.
Viajantes de aparência asiática são mais visados?
⚠O material registra que «viajantes de aparência asiática são alvo preferencial porque se supõe que carreguem muito dinheiro em espécie». Este é um país que se atravessa do começo ao fim sem dinheiro vivo, então não levar nenhum é a medida individual mais eficaz.
Dá para confiar no cofre do hotel?
⚠Há casos relatados de passaportes e dinheiro roubados de cofres de quarto. É mais seguro não construir o plano sobre a suposição de que o cofre resolve.
Se acontecer — decida a ordem com antecedência
Começar a pesquisar só depois do roubo custa tempo em fuso horário e idioma. ⚠Deixe só a ordem decidida antes e você não hesita no local.
- 1) Ligue para o emissor do cartão — quanto antes o bloqueio, menor o dano seguinte. O que realmente ajuda é ter anotado o telefone, e não o número do cartão
- 2) Registre boletim de ocorrência na polícia local — o seguro quase sempre exige o registro policial. Conte o certificado de roubo como parte do mesmo trâmite
- 3) Se perder o passaporte, procure a embaixada ou o consulado do seu país — serão necessários trâmites como um documento de viagem para o retorno. ⚠Manter uma cópia do passaporte e uma foto 3×4 na nuvem acelera tudo
- 4) O telefone do seguro viagem — a cobertura do cartão e a de uma apólice própria não são iguais. Antes de sair confira ao menos se há cobertura de bagagem e pertences (Guia do seguro viagem)
Continuar lendo: montar a viagem
- O planejamento completo → Guia de Copenhague
- Meio dia de torres e fortaleza → Copenhague: passeio das torres
- O jardim até a noite → Jardins do Tivoli
- O país em conjunto → Guia de viagem da Dinamarca
⚠A situação de segurança e os níveis de aviso mudam. Consulte antes de sair as recomendações de viagem vigentes do Portal Consular do Itamaraty (o material publicado citado aqui é a posição do Ministério das Relações Exteriores do Japão em 28 de julho de 2026).



