Notas de campooutubro de 2025 · a rota Copenhague ⇄ Islândia exatamente como a voamos
Preços e regras conferidos pela última vezjulho de 2026
Da Islândia não sai voo direto do Brasil: o normal é fazer conexão em algum ponto da Europa. E, já que você vai fazer escala, transforme essa parada em uma estadia de duas ou três noites e converta uma viagem em dois países. O melhor lugar para isso é Copenhague. Este guia cobre o desenho que transforma uma conexão em um segundo país, os voos que ligam os trechos e como distribuir as noites.
Em resumo: a rota exatamente como a voamos (transforme uma escala em uma capital nórdica)
| Trecho | Estadia | Como |
|---|---|---|
| Brasil → Copenhague | 2 noites | voo GRU–CPH (com conexão, ~15-18h no total) |
| Copenhague → Reykjavík | 5 noites | voo, cerca de 3 horas (Icelandair / SAS) |
| Reykjavík → Copenhague | 1 noite (escala antes de voltar) | voo, cerca de 3 horas |
| Copenhague → Brasil | — | voo desde CPH (com conexão) |
Esses dois países casam “a capital do hygge” com “uma ilha onde você experimenta o planeta” — cultura urbana refinada de um lado; a natureza primordial de vulcões, geleiras e auroras do outro —, prazeres opostos numa mesma viagem. A chave é que Copenhague é um entroncamento para os voos à Islândia. Você pode queimar uma conexão de duas horas como tempo morto no terminal, ou convertê-la em duas noites numa capital nórdica: a densidade da viagem muda por completo. Na volta, pernoitar em Copenhague ainda te poupa um trânsito de madrugada, que o seu corpo vai agradecer.

Conexão 1: o voo até Copenhague — transforme a escala em destino
Copenhague é o hub da SAS: mesmo que do Brasil você chegue de conexão, a cidade tem ligações excelentes com os países nórdicos e o resto da Europa. É compacta, e duas noites levam você ao coração dela: as fachadas coloridas de Nyhavn, a rampa em espiral da Torre Redonda, as cores de outono do Kastellet e, se a temporada ajudar, os Jardins do Tívoli à noite. O plano completo está no roteiro de Copenhague, o passeio urbano no passeio de torres e fortaleza e o parque de diversões de temporada no guia dos Jardins do Tívoli. Os preços são altos, ao estilo nórdico, mas a cidade funciona a pé e de bicicleta, o que mantém baixos os custos de transporte. Com uma Copenhagen Card, quanto mais você usa, mais ela se paga.

Conexão 2: Copenhague → Reykjavík — três horas até outro mundo
De Copenhague ao Aeroporto Internacional de Keflavík (Reykjavík) são cerca de três horas na Icelandair ou na SAS. Assim que você desce do avião, o mundo muda do refinamento urbano para uma ilha de vulcões e lava. A Islândia é fundamentalmente um país de carro alugado: a Lagoa Azul, o Círculo Dourado, as praias de areia preta, a laguna glacial e, com sorte, uma coroa completa de auroras sobre a sua cabeça. Cinco dias cobrem as paisagens mais emblemáticas sem sufoco. A rota completa está em Islândia em 5 dias, as táticas para as auroras no guia das auroras boreais e a paisagem e as regras de segurança da costa sul no guia da costa sul. O ônibus entre o aeroporto e o centro de Reykjavík leva cerca de 45 minutos, embora a maioria dos roteiros pegue o carro alugado no próprio aeroporto e já emende direto no circuito.
Distribuir as noites: o “2-5-1” é o mais confortável para o corpo
Nossa divisão real foi Copenhague 2, Islândia 5, Copenhague 1 (a noite antes do voo de volta): oito noites no total. O veredito: cinco noites na Islândia é o mínimo para os passeios principais, duas noites na ida bastam para Copenhague, e a última noite ganha o seu lugar como seguro. O tempo islandês muda rápido, e tanto as auroras quanto a laguna glacial da costa sul exigem a flexibilidade de mover os planos para os dias de céu limpo: com cinco noites, dá para dedicar um ou dois dias a esperar o tempo melhorar. Vai cortar dias? Deixe Copenhague nas duas noites da ida e faça da parada de volta um hotel de aeroporto, ou comprima a Islândia em quatro noites de Círculo Dourado mais costa sul. Vai acrescentar dias? O circuito completo da Ring Road da ilha (+2-3 noites) é o passo natural seguinte.
Reservas e preparativos, por ordem de prazo
- 1. Voos — a passagem de ida e volta Brasil–Copenhague (longo curso) mais a passagem europeia de ida e volta Copenhague ⇄ Reykjavík. Ou você emite o bilhete de todo o trajeto de uma vez, ou reserva os trechos curtos à parte na Icelandair (emitir um único bilhete para todo o trajeto é o mais seguro contra as conexões perdidas)
- 2. Carro alugado — a chave da Islândia. A alta temporada esgota cedo; no inverno (de outubro a março), o 4×4 e os pneus de inverno são indispensáveis
- 3. Documentos e dinheiro — os dois países estão no espaço Schengen. Com passaporte brasileiro você entra para turismo sem visto (90 dias dentro de cada período de 180), mas atenção: o ETIAS vai se aplicar a brasileiros (autorização eletrônica ainda não obrigatória, prevista para cerca de 2027, ≈€20) e, como você não tem o cartão europeu de saúde, um seguro viagem com cobertura médica mínima de €30.000 é exigido na prática. O passaporte deve ter validade de pelo menos 3 meses além da saída; confirme as datas do ETIAS na fonte oficial antes de viajar. Note que as moedas são diferentes: a Dinamarca usa a coroa dinamarquesa (DKK) e a Islândia a coroa islandesa (ISK), e as duas são sociedades completamente sem dinheiro em espécie. Leve também um adaptador de tomada (a Europa usa o tipo C/F; no Brasil, o padrão N)
- 4. Desenho da temporada — a temporada de auroras vai de meados de setembro a começo de abril. A folhagem de Copenhague chega ao auge em outubro, e o Tívoli abre suas temporadas de Halloween e de Natal. O fim de outubro mostrou ser o ponto ideal para o melhor dos dois países
Para quem essa combinação serve e para quem não
Serve para: viajantes que perseguem paisagens únicas (auroras, geleiras), quem quer cidade e natureza bruta numa mesma viagem, e quem prefere transformar uma conexão inevitável num país a mais. Não serve para: viajantes para quem o preço manda (os países nórdicos mais a Islândia estão entre as combinações mais caras da Europa — e, saindo do Brasil, some ainda a passagem de longo curso, a partir de uns R$ 5.000 ida e volta em econômica, variando bastante com a época), quem tem só uma escapada curta (você vai querer oito noites no mínimo), ou quem não se sente à vontade dirigindo (a Islândia pressupõe o carro alugado). Leve a flexibilidade de moldar a sua agenda ao tempo e boas camadas corta-vento e impermeáveis, e o contraste entre o refinamento e a natureza primordial não se parece com nada.

O que enche primeiro — comece pelo que só abre na estação
Estes dois países têm muitos lugares cujo próprio período de abertura muda com a estação, então muitas vezes a estação fica decidida antes das datas.
- As cavernas de gelo da Islândia são só de novembro a março e exigem tour guiado (sem acesso livre; a partir de cerca de ISK 19.900). O Inside the Volcano, por sua vez, opera de maio a outubro, então os dois não cabem na mesma viagem
- A Lagoa Azul é só com reserva e de preço variável (um caso real: cerca de 12.000 ISK por pessoa no plano Comfort), e na alta temporada alguns horários esgotam semanas antes. Garanta assim que a rota estiver definida (julho de 2026)
- Os Jardins do Tívoli não funcionam o ano todo: só verão (de abril a setembro), Halloween e Natal. Se são o motivo da viagem, decidem a época da viagem inteira. Comprar online com antecedência salta a fila de entrada
- O castelo de Rosenborg é de entrada com hora e lotação limitada, por isso reservar no site oficial é o seguro. O Jardim do Rei ao lado é gratuito, então a espera passa-se lá
A ordem é, então: estação (caverna de gelo ou interior do vulcão) → período de abertura do Tívoli → horário da Lagoa Azul → hospedagem. Até se vale a pena transformar a conexão em duas noites muda bastante conforme o Tívoli esteja aberto.
Por onde seguir
- Dinamarca num relance → Guia de viagem da Dinamarca (as torres de Copenhague, a fortaleza e os Jardins do Tívoli)
- Islândia num relance → Guia de viagem da Islândia (o circuito de 5 dias, as auroras, a costa sul)
- Escolha sua próxima viagem pela paisagem → Destinos de paisagem



