Steaming Kilauea caldera at Hawaii Volcanoes National Park

Havaí em duas ilhas — O‘ahu e a Ilha do Havaí em 8 dias

PHOTO: TRAVELERS ROUTE

Ficar só em Waikīkī é não fazer justiça ao Havaí. Combine quatro dias em O‘ahu com quatro na Ilha do Havaí: mergulho noturno com raias-manta, o vulcão Kīlauea, café de Kona e céus estrelados.

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22 min de leitura

Notas de campofevereiro de 2026 · uma volta de oito dias, em primeira mão, por O‘ahu e a Ilha do Havaí

Preços e regras conferidos pela última vezjulho de 2026

Terminar uma viagem ao Havaí em Waikīkī é, francamente, deixar o melhor no prato: a apenas 50 minutos de voo interno, a Ilha do Havaí (a Big Island) guarda um vulcão que ainda solta vapor, raias-manta que dançam no mar noturno, planícies de lava e céus cravejados de estrelas. Este é o nosso roteiro de duas ilhas.

A versão curta: acrescente a Ilha do Havaí como segunda ilha

  1. Quatro dias em O‘ahu mais quatro na Ilha do Havaí é a proporção áurea: Honolulu–Kona são cerca de 50 minutos em voos internos frequentes, então o custo de se deslocar é surpreendentemente baixo. Coloque Waikīkī e uma volta de carro pela ilha na primeira metade e a experiência de “planeta vivo” — vulcão e oceano — na segunda, e a viagem encontra o seu ritmo
  2. O prato forte de O‘ahu é a volta de carro: camarão ao alho na North Shore, tartarugas marinhas na Laniakea Beach; tudo cabe num dia de carro alugado, mais um segundo dia para a areia branca de Kailua
  3. Reserve primeiro o snorkel noturno com raias-manta: as águas em frente a Kona são um point de nível mundial, com taxas de encontro que, dizem, passam de 90%. Calcule US$ 120–150, e as datas populares esgotam cedo
  4. O brasileiro precisa de visto B-1/B-2 para os Estados Unidos (Havaí incluído): o Brasil não faz parte do Programa de Isenção de Visto (Visa Waiver), então não se viaja com ESTA. A taxa é de US$ 185 (valor de 2026), a validade costuma ser de 10 anos e o processo inclui o formulário DS-160 e, na maioria dos casos, entrevista no consulado — comece meses antes da viagem. Faça tudo pelos sites oficiais; desconfie de intermediários bem posicionados nas buscas que inflam o preço

Waikīkī: comece O‘ahu pela comida

Tigela de açaí em um café saudável de Waikīkī, Honolulu
Uma tigela de açaí em Waikīkī: transbordando frutas vermelhas, banana e pólen de abelha. A fila da manhã tem a sua razão de ser — FOTO: TRAVELERS ROUTE (fevereiro de 2026)
Caixa de malasadas recém-fritas da Leonard's Bakery, Honolulu
Malasadas da Leonard’s Bakery: os sonhos de raiz portuguesa, açucarados assim que saem da fritadeira — FOTO: TRAVELERS ROUTE (fevereiro de 2026)

Nada cai melhor num corpo com jet lag do que a cultura do café da manhã de Waikīkī. Tem a tigela de açaí repleta de fruta e mel; a malasada da Leonard’s Bakery, na ativa desde 1952 (um sonho frito trazido por imigrantes portugueses); o loco moco e o camarão ao alho. A comida do Havaí é o seu próprio ramo evolutivo — a cultura do plate lunch cruzada com a história da imigração — e ir petiscando dissolve alegremente meio dia. Você não precisa de carro enquanto estiver hospedado em Waikīkī: circule pelo triângulo da praia, da avenida Kalākaua e do seu hotel, e deixe o corpo se acomodar ao horário local.

A volta de carro por O‘ahu: a North Shore e a água de Kailua

O food truck Giovanni's Shrimp Truck coberto de assinaturas, North Shore, O‘ahu
O food truck de camarão do Giovanni, esbranquiçado sob anos de assinaturas: o queridinho da North Shore — FOTO: TRAVELERS ROUTE (fevereiro de 2026)
Prato de camarão ao alho com arroz, North Shore, O‘ahu
Um prato de camarão encharcado em manteiga de alho: melhor comido misturado com o arroz — FOTO: TRAVELERS ROUTE (fevereiro de 2026)

O segundo dia em O‘ahu é uma volta de carro alugado pela ilha. Passe pelos campos de abacaxi da Dole Plantation a caminho da North Shore, perca-se pela vila surfista de Haleiwa e depois faça do almoço um camarão ao alho de food truck. Na Laniakea Beach, as tartarugas-verdes sobem à areia à tarde; mas as tartarugas do Havaí são espécie protegida: mantenha uma distância de uns 3 m (10 pés) ou mais; tocá-las ou alimentá-las é ilegal (a julho de 2026).

Praia de areia branca em Kailua, na costa de barlavento de O‘ahu
A areia branca do lado de Kailua: mesmo sob nuvens, a brancura da areia e o degradê da água estão em outra liga — FOTO: TRAVELERS ROUTE (fevereiro de 2026)

No dia seguinte, siga para a costa leste. Kailua e Lanikai aparecem sem falta entre as “melhores praias dos Estados Unidos”, e a areia fina como açúcar de confeiteiro justifica a viagem só pelo passeio descalço. Combine as praias com os cafés e as casas de panqueca da vila e reserve meio dia tranquilo.

A Ilha do Havaí à noite: snorkel com raias-manta

Raia-manta deslizando no snorkel noturno em frente a Kona, Ilha do Havaí
Uma raia-manta aparece no mar noturno: asas abertas, passando de raspão pela sua máscara atrás do plâncton que as luzes atraem — FOTO: TRAVELERS ROUTE (fevereiro de 2026)

A cerca de 50 minutos de Honolulu em voo interno, Kona oferece algo que você pode fazer na mesma noite em que pousa: o snorkel noturno com raias-manta. Você flutua no oceano escuro depois do pôr do sol, as luzes de mergulho atraem uma nuvem de plâncton e raias-manta de 3–4 m de envergadura passam rolando junto ao seu rosto, de boca aberta. A constância dos encontros (dizem que passa de 90%) não existe em nenhum outro lugar do mundo, e o preço gira em torno de US$ 120–150 (a julho de 2026). A maioria dos tours inclui a roupa de neoprene; verifique as condições de nível de natação e de idade ao reservar. Bem que pode encabeçar a sua lista de experiências submarinas.

Kīlauea: ver um planeta vivo no Parque Nacional dos Vulcões do Havaí

A caldeira fumegante do Kīlauea no Parque Nacional dos Vulcões do Havaí
A caldeira do Kīlauea: o vapor sobe por cada canto da planície negra de lava — FOTO: TRAVELERS ROUTE (fevereiro de 2026)

A grande estrela da Ilha do Havaí é o Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, Patrimônio da Humanidade (entrada US$ 30 por carro, válida 7 dias, a julho de 2026). O Kīlauea vem tendo episódios eruptivos intermitentes na cratera Halema‘uma‘u (desde dezembro de 2024) e, enquanto há atividade, o brilho da cratera pode ficar vermelho à noite. Você não pode se aproximar das correntes de lava; a experiência é debruçar-se sobre a caldeira a partir dos mirantes e, ainda assim, a visão do vapor saindo do chão sob os seus pés faz você entender, fisicamente, que o planeta está vivo. Consulte o site do Serviço de Parques Nacionais (NPS) para saber o estado da erupção e os fechamentos mais recentes antes de visitar. Siga até a praia de areia preta de Punalu‘u, ao sul (um lugar de soneca para as tartarugas marinhas), e o perfil vulcânico da ilha ganha nitidez.

Kona e o país da lava: café, o velho Havaí e as estrelas

Extenso campo de lava ao longo da costa de Kohala, Ilha do Havaí
Os campos de lava do lado oeste da ilha: um mar de rocha negra até o horizonte dos dois lados da estrada — FOTO: TRAVELERS ROUTE (fevereiro de 2026)

O lado oeste da Ilha do Havaí é outro planeta: você dirige e dirige, e os campos de lava negra não param de aparecer. Nessas encostas cresce o café Kona, um dos cafés mais celebrados do mundo: as terras altas atrás de Kona estão salpicadas de fazendas que oferecem visitas e sessões de torra, e a gente voltou para casa com grãos torrados por nós mesmos. Dirija para o norte e você chega a Hawi, uma vila que preserva o sabor do velho Havaí; a Waimea, berço dos paniolos (os vaqueiros havaianos); e ao mirante do vale de Pololū, à beira do penhasco. À noite, saia para ver as estrelas a partir das terras altas, a cerca de 2.000 metros de altitude: as encostas abaixo do Mauna Kea oferecem alguns dos céus noturnos mais límpidos da Terra, com a Via Láctea nítida a olho nu.

Pôr do sol sobre o oceano em Kailua-Kona, Ilha do Havaí
Pôr do sol em Kona: nesta costa voltada para o oeste, cada entardecer é um espetáculo — FOTO: TRAVELERS ROUTE (fevereiro de 2026)

Notas práticas para uma viagem de duas ilhas pelo Havaí

  • Visto: o brasileiro precisa de visto de turista B-1/B-2 para os EUA (o Havaí incluído) — o Brasil não está no Programa de Isenção de Visto, então não se usa ESTA. A taxa é de US$ 185 (valor de 2026, validade em geral de 10 anos), com formulário DS-160 e, na maioria dos casos, entrevista no consulado. Faça tudo pelos sites oficiais (travel.state.gov e o portal de agendamento do consulado) e comece meses antes
  • Entre as ilhas: de Honolulu a Kona ou Hilo são cerca de 50 minutos em voo interno. Nem com malas despachadas isso come meio dia, então planeje como uma viagem de duas cidades
  • Como chegar do Brasil: o Havaí sai sempre com conexão (em geral pela costa oeste dos EUA); é longo curso, então reserve cedo — a ida e volta costuma ficar na faixa de R$ 4.000 a R$ 7.000, conforme a época
  • Carros alugados: em O‘ahu depende do seu estilo (dispense nos dias só de Waikīkī; alugue para a volta de carro). Na Ilha do Havaí é praticamente obrigatório: a ilha é enorme e as distâncias entre paradas são longas. Para dirigir, leve a Permissão Internacional para Dirigir (PID, emitida pelo Detran)
  • Gorjetas: 15–20% é o padrão nos restaurantes; conte 10–15% para os guias de turismo
  • Melhor época: boa o ano inteiro, mas de dezembro a abril é a temporada da baleia-jubarte. Na nossa viagem de fevereiro vimos jatos de baleia mar adentro vez após vez

Um roteiro só da Ilha Grande — como repartir os quatro dias

Quatro dias em Oahu mais quatro na Ilha Grande é a proporção áurea, mas como repartir esses quatro dias na Ilha Grande tem de ser decidido à parte. ⚠Porque a ilha é grande e os pontos ficam a longas distâncias uns dos outros.

  • Dia 1 (chegada) — mantas na mesma noite: cerca de 50 minutos de voo doméstico desde Honolulu até Kona. Nessa mesma noite cabe o snorkel noturno com mantas ($120–150). ⚠As datas populares enchem primeiro, então reserve assim que o voo de chegada estiver definido
  • Dia 2 — o parque nacional dos vulcões: Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, Património Mundial (entrada $30 por veículo, válida sete dias). ⚠O Kilauea tem episódios eruptivos intermitentes na cratera Halemaumau desde dezembro de 2024 e, enquanto está ativo, o clarão da cratera pode parecer vermelho à noite. Fica na ponta sudeste da ilha, então de Kona é um dia inteiro
  • Dia 3 — Kona e os campos de lava: no lado oeste você dirige e dirige e o campo de lava negra não acaba, como outro planeta. A costa voltada a oeste dá espetáculo de pôr do sol toda noite, e é ainda a terra do café Kona
  • Dia 4 (dia de deslocamento) — dê a manhã ao mar: usar a manhã antes do voo de volta a Oahu para entrar na água evita que o último dia seja só deslocamento

Kona (ponta oeste) e o parque nacional dos vulcões (ponta sudeste) vão em dias diferentes, mesmo sendo a mesma ilha. Como o ingresso vale sete dias, cabe também o luxo de dividir o vulcão em dois dias, indo ao entardecer e de novo pela manhã, em vez de tentar ver tudo num só (Estados Unidos: 10 lugares para ver).

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