Manta ray gliding at night snorkel off Kona, Big Island
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Estados Unidos: 10 pontos turísticos — Havaí e Costa Oeste

PHOTO: TRAVELERS ROUTE

Mantas de 3 a 4 m na mesma noite da chegada a Kona, uma cratera que encadeia erupções desde 2024, um cable car de 1873 e um parque de diversões de 1907. Cinco lugares no Havaí e cinco na Costa Oeste, com o que precisa ser reservado no primeiro dia.

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25 min de leitura

Os Estados Unidos são grandes demais para que uma lista de «dez pontos turísticos» funcione, mas limitando-se ao Havaí e à Costa Oeste, vulcão, mar, cidade de ladeiras e Vale do Silício cabem em duas linhas. As duas são construídas igual: duas bases ligadas por um único deslocamento. Honolulu ⇄ Kona são uns 50 minutos de voo doméstico; de San Francisco a Santa Cruz, cerca de 1,5 hora cruzando a serra pela CA-17.

Este artigo cobre dez lugares nessas duas regiões, cinco no Havaí e cinco na Costa Oeste (Nova York e o Grand Canyon não entram). ⚠O brasileiro precisa de visto de turista B-1/B-2: o Brasil não faz parte do Programa de Isenção de Visto, então não se usa ESTA. O processo inclui o formulário DS-160 e, na maioria dos casos, entrevista no consulado — comece meses antes e faça tudo pelos sites oficiais. Preços e regras em julho de 2026.

10 lugares
5 Havaí · 5 Costa Oeste
50 min
de Honolulu a Kona de avião
mais de 90 %
de avistamento de mantas em Kona
B-1/B-2
o visto exigido do brasileiro

Primeiro a geografia: duas regiões, duas bases cada uma

No Havaí, quatro dias em Oahu mais quatro na Big Island é a proporção áurea.A Big Island é grande e as distâncias entre os pontos são longas, então Kona, a oeste, e o parque dos vulcões, a sudeste, vão em dias diferentes mesmo dividindo a ilha. A Costa Oeste se monta como três dias de cidade mais três de litoral.

Oahu e a Big Island Mapa urbano com escala mostrando a posição real de Honolulu, Kona, Parque Nacional dos Vulcões. Centro: Honolulu, Kona. De Honolulu a Kona: voo doméstico, uns 50 min. De Kona a Parque Nacional dos Vulcões: há conexão. Honolulu, em Oahu, e os vulcões da Big Island ficam a uns 50 minutos de voo. A Big Island é enorme: Kona a oeste e o parque dos vulcões a sudeste. Oceano Pacífico voo doméstico, uns 50 min Honolulu Kona Parque Nacional dos Vulcões 50km Dados do mapa © OpenStreetMap contributors

Cinco no Havaí: a ilha das praias e a ilha dos vulcões

Acrescentar a Big Island como segunda ilha é a proposta de fundo deste artigo. Honolulu ⇄ Kona são uns 50 minutos de voo doméstico, há muitas frequências e o custo é surpreendentemente baixo: assim, a uma ilha de praias e compras se soma um planeta vivo.

Café da manhã em Waikiki: nada funciona melhor contra o jet lag

Contra o jet lag não há nada como a cultura do café da manhã de Waikiki. Uma tigela de açaí com muita fruta e mel; uma malasada da Leonard’s Bakery, fundada em 1952, um sonho frito que os imigrantes portugueses trouxeram; e ainda loco moco e camarão ao alho. A cozinha do Havaí é um desenvolvimento próprio em que a cultura do plate lunch e a história da imigração se fundiram, e só comendo já se vai meio dia. Dê a ela a primeira manhã e o relógio interno se ajusta sem briga (O que comer em Honolulu).

A volta em Oahu: North Shore e a água de Kailua

O segundo dia em Oahu é uma volta na ilha de carro alugado. Camarão ao alho na North Shore, e na costa leste, em Kailua, areia branca e um degradê de água que continuam de primeira mesmo com nuvens. ⚠Na praia de Laniakea as tartarugas-verdes saem para a areia à tarde, mas as tartarugas do Havaí são espécie protegida: mantenha uns 3 m (10 pés) de distância; tocar ou alimentar é proibido.

Snorkel noturno com mantas: no mundo, só em frente a Kona

Dá para fazer na mesma noite em que você chega a Kona, a uns 50 minutos de voo de Honolulu. Você flutua no mar depois do pôr do sol e, assim que as luzes submersas concentram o plâncton, passam na sua frente mantas de 3 a 4 m de envergadura de boca aberta, dando cambalhotas: um dos melhores pontos do mundo, com taxa de avistamento acima de 90 %. Conte uns 120 a 150 $, e ⚠as datas populares esgotam primeiro. A roupa de neoprene costuma vir incluída, e há exigências de nível de natação e de idade: confira ao reservar. Poder encaixar isso na noite da chegada é tão eficiente quanto chamativo.

Manta num mergulho noturno em frente a Kona Manta ray on a night dive off Kona
Quando as luzes submersas concentram o plâncton, mantas de 3 a 4 m passam à sua frente de boca aberta. A taxa de avistamento passa de 90 % — FOTO: TRAVELERS ROUTE

Parque Nacional dos Vulcões do Havaí: ver um planeta vivo

O ato principal da Big Island é o Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, Patrimônio Mundial (entrada 30 $ por veículo, válida 7 dias). De uma planície de lava preta sai vapor por toda parte.O Kilauea vem encadeando episódios eruptivos na cratera Halemaʻumaʻu desde dezembro de 2024, e numa fase ativa o clarão pode aparecer vermelho sobre a cratera à noite.Não se chega à lava: olha-se a caldeira dos mirantes.A atividade muda de um dia para o outro: consulte o estado e os fechamentos no National Park Service antes de ir.

Vapor sobre a cratera do Kilauea ao amanhecer Steam rising from the Kilauea crater at dawn
De uma planície de lava negra sai vapor por toda parte. À lava não se chega: olha-se a caldeira dos mirantes — FOTO: TRAVELERS ROUTE

Kona e os campos de lava: um mar de rocha preta que não acaba

O lado oeste da Big Island é «outro planeta»: campo de lava que não termina por mais que você dirija. Dos dois lados da estrada há um mar de rocha preta até o horizonte, e uma costa voltada para oeste transforma cada tarde num espetáculo de pôr do sol. É também a região de cultivo do café de Kona, um dos três grandes cafés do mundo, com fazendas nas encostas que se podem visitar e onde você mesmo torra: aqui se percebe que a ilha do vulcão e a ilha do café são a mesma ilha. À noite, observação de estrelas no planalto de uns 2.000 m: a base do Mauna Kea é um dos melhores pontos do mundo, e a Via Láctea se vê nítida a olho nu (Havaí: duas ilhas).

Cinco na Costa Oeste: da cidade das ladeiras ao mar, cruzando a serra

Monte como três dias de cidade mais três de litoral. Primeiro San Francisco e depois, de carro alugado, a Santa Cruzcerca de 1,5 hora cruzando a serra pela CA-17 — e você chega a uma cidade de surfistas com falésias e um parque de diversões histórico.

De San Francisco a Santa Cruz Mapa urbano com escala mostrando a posição real de San Francisco, Alcatraz, Apple Park, Santa Cruz. Centro: San Francisco, Santa Cruz. De San Francisco a Apple Park: há conexão. De Apple Park a Santa Cruz: cruzando a serra pela CA-17. De San Francisco a Santa Cruz é 1,5 hora cruzando a serra pela CA-17, e no caminho fica o Apple Park, em Cupertino. Oceano Pacífico cruzando a serra pela CA-17 San Francisco Alcatraz Apple Park Santa Cruz 10km Dados do mapa © OpenStreetMap contributors

Lombard Street e o cable car: o deslocamento já é o passeio

A Lombard Street, «a rua mais sinuosa do mundo», é uma pista de tijolo que desce um declive de 27 % em oito curvas fechadas. Ver é gratuito, e do alto se alinham na sua frente a Coit Tower e a baía. O que transforma o próprio deslocamento em passeio é o cable car de 1873: 9 $ por trecho, qualquer que seja a distância, e ⚠quem for subir e descer várias vezes sai bem melhor com o Visitor Passport (passe de dia, 15 $, aplicativo MuniMobile). ⚠Isto aqui é o bairro residencial de Russian Hill: tenha consideração com os moradores.

Alcatraz e Fisherman’s Wharf: reserve assim que tiver datas

Do outro lado das ladeiras está Alcatraz. À antiga prisão federal se vai com a visita oficial saindo do píer 33 (Alcatraz City Cruises, visita de dia cerca de 47,95 $, audioguia incluído). ⚠As saídas esgotam rotineiramente com semanas de antecedência: reserve assim que tiver datas. No Fisherman’s Wharf, onde fica o embarcadouro, não se deve deixar passar o clam chowder na tigela de pão da Boudin Bakery, fundada em 1849: assim o tempo de antes e depois da travessia vira simplesmente a hora da refeição, e nada do trajeto se desperdiça. No píer 39, além disso, uma multidão de leões-marinhos-da-califórnia ocupa os flutuantes.

Apple Park Visitor Center: hoje a visita está concentrada num lugar só

Descendo para Santa Cruz, se a rota passar por Cupertino dá para encaixar uma peregrinação ao Vale do Silício. ⚠A loja da antiga sede do Infinite Loop fechou em janeiro de 2024, e hoje a visita se concentra no Apple Park Visitor Center, ao lado do prédio novo em forma de nave espacial (entrada gratuita, loja, café e terraço). Muitos artigos só existem aqui, e entra de graça num dia de estrada: o tamanho exato de um desvio.

O Beach Boardwalk de Santa Cruz: o parque de diversões mais antigo da Califórnia

Ao cruzar as montanhas de Santa Cruz pela CA-17 o ar muda: ciprestes de Monterey, falésias de arenito e água turquesa. A cara da cidade é o «Beach Boardwalk», aberto em 1907, o parque de diversões mais antigo da Califórnia: entrada gratuita, cada brinquedo 3 a 5 $. ⚠Fora de temporada abre só nos fins de semana, então conforme a data pode estar fechado. Na orla, a West Cliff Drive é uma sucessão ininterrupta de falésias e enseadas para percorrer a pé. Quem quiser se mexer pega um caiaque no porto: a vista logo acima da linha da água não se parece nada com a de um barco de passeio.

Costa rochosa de Santa Cruz Rocky coastline at Santa Cruz, California
Ao cruzar a serra pela CA-17 o ar muda: ciprestes de Monterey, falésias de arenito e água turquesa — FOTO: TRAVELERS ROUTE

Capitola: tons pastel a dez minutos

A dez minutos de carro de Santa Cruz. Um dos balneários mais antigos da Costa Oeste, com casinhas em tons pastel ao longo da lagoa em que o rio encontra o mar. Uma cidade silenciosa feita de cor bem ao lado do barulho do parque de diversões: esse desnível é o argumento para dar a Santa Cruz alguns dias (San Francisco e Santa Cruz).

Por número de dias: até onde chegam estes dez lugares

  • 4 dias: só Oahu: a cultura do café da manhã de Waikiki e a volta na ilha. A forma que se fecha com praias e compras
  • 8 dias: as duas ilhas do Havaí: quatro dias em Oahu mais quatro na Big Island é a proporção áurea. Mantas na noite da chegada a Kona e o parque dos vulcões nos dias seguintes é a ordem eficiente (Havaí: duas ilhas)
  • Uma semana: a Costa Oeste: três dias de cidade mais três de litoral. Primeiro cable car e Alcatraz, e depois para o sul de carro. O Apple Park é a parada do dia de estrada

Três coisas para fechar antes de sair

  • Começar o visto meses antes: ⚠o brasileiro precisa de visto de turista B-1/B-2 (o Brasil não está no Programa de Isenção de Visto, então não se usa ESTA). O processo inclui o formulário DS-160 e, na maioria dos casos, entrevista no consulado. ⚠Faça tudo pelos sites oficiais (travel.state.gov e o portal de agendamento do consulado)
  • Reservar primeiro o que esgota primeiro: ⚠o snorkel noturno com mantas (120 a 150 $) esgota antes nas datas populares, e Alcatraz tem de ser reservado assim que você tiver datas. Separar o que «se compra depois» do que «se compra já» é o que sustenta o plano
  • Gorjetas e pagamentos: 15 a 20 % é o padrão em restaurante, e 10 a 15 % para o guia nos passeios. No transporte, o cable car são 9 $ por trecho, ou o passe de dia Muni Visitor Passport por 15 $ (MuniMobile); para ver a cidade não é preciso carro. ⚠Cuidado com furtos em carros alugados: nunca deixe nada dentro, e escolha com critério a região à noite

Preços e regras mudam, em especial as condições de visto e a atividade do Kilauea: confira em fontes oficiais antes de ir. O Havaí está bom quase o ano inteiro, com dezembro a abril como temporada das baleias-jubarte; San Francisco continua fresca mesmo em pleno verão (à neblina chamam de Karl), então vá em camadas. O país inteiro está no guia de viagem dos Estados Unidos.

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